sexta-feira, 25 de outubro de 2013

13 DIAS De Escuridão - 00 - Prólogo da Noite

Olá povo, blz? Hoje vim trazer o prólogo de uma das minhas historias recentes, espero que curtam. Também pretendo dar continuidade ao "Rainy Night", não sei se ainda lembram dela, faz uns dois ou três anos que publiquei aqui no blog mesmo. Enfim, não reclamem que não escrevi uma sinopse antes nem nada... Enfim, boa leitura e não liguem para os erros de português:


 Capitulo 00 - Prólogo da Noite 





     Acordar?
     Oque é acordar?
     Onde estou?
     Oque sou?

     Tanto tempo se passou. Já não sei que é hoje. Minhas pernas doem. Meus braços tremem. Meus olhos não querem abrir. Sinto o cheiro da grama, e das folhas molhadas pela chuva do outono. Não sinto meu coração, e minhas veias vazias pedem que o sangue corra outra vez. Tenho fome. Sim. Sei oque quero. Sei oque preciso, mas neste estado deplorável, nem consigo me levantar, que dirá caçar. Mas a fome é tanta, que me queima de dentro pra fora.
     Alguém se aproxima. Esse cheiro, de quem sera? Não o conheço. Passos leves sobre a grama e a relva. Sim. Passos leves. Uma mulher ou uma criança? Neste estado é difícil saber. Sinto o frescor do orvalho que acumula-se sobre a palidez de minha pele. A cada passo minha ansiedade aumenta. A cada passo eu morro novamente. Esse cheiro inebriante leva-me aos mais profundos devaneios. Quero correr, mas não posso mover minhas pernas. Minhas forças, meus poderes, onde estão? Abandonaram meu corpo nesse momento? Óh, traição. Voltem a mim. 
     Sinto o Calor.
     O vento parou.
     Meus ossos tremem dentro dos músculos.
     Tenho fome.
     Tenho medo.
     E o medo que sinto é maior que a fome que me toma. Sinto meu corpo pesar como uma estatua de bronze jogada em um rio. Minha cabeça dói. Tenho fome, mas tenho medo. 
     De quem eram os passos? Porque parou? Onde esta?
     Se ao menos eu tivesse o controle de mim, minha boca se abriria para gritar. Seu pudesse falar, eu chamaria por ela. Sim. O motivo de minha desgraça. Tantos anos depois e ainda a guardo em minha mente. Sera que ainda a amo? Mesmo depois de tudo? Não. Creio que não. Já não sou capaz de amar alguém. Quanto mais um demônio. Sim. É isto que aquela garota é. Um demônio de cabelos negros e boca rosada. Tão grande tentação me levou ao inferno. Eu morri. Mas estou vivo. Não. Ainda estou morto. Apodrecendo enquanto caminho na noite em busca de algum sentido para minha existência fraca. Tenho fome. E ela aumenta a cada instante.
     Ouço os passos outra vez. Não tens medo de mim? Quem andas de um lado para outro admirando um cadáver agonizar não deve bater bem da cabeça. Se eu ainda tivesse algo em minhas veis iria gritar. 
     Tenho fome. Muito mais fome do que na noite que em que voltei a viver. Muito mais fome do que quando era vivo. A gula me toma. Sinto meu corpo se mover sem depender da minha vontade. Me levanto , ainda de olhos fechados. Sinto o cheiro. Posso ouvir você correr. Se ao menos eu pudesse ver, saberia se ainda é noite. Onde sera que estou? Meu corpo corre até você. Sinto ânsia. Mas sinto fome. Tenho medo. Mas não tenho não comando as ações que vem a seguir. 
     Penso tanto.
     Quero chorar, mas não me permito a tal luxo. 
     Te peguei. Sim. Estas em minhas mãos. Grite. Grite mais algo. Grite por mim. Por que neste estado, não posso grita. Enquanto as minhas veias se enchem outra vez, sinto meu coração queimar, meu estomago encher. Todo me faz lembrar aquele dia, em que conhecia aquela pessoa.
     Eu lembro...



 Fim do Prólogo 



Bom, é isso ae... Espero que tenham gostado.. Até breve.

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